Cidades europeias já implementaram com sucesso ideias semelhantes.
É o caso de Barcelona que abriu no Verão de 2024 mais 38 pátios escolares como refúgios climáticos e tem mais de 200 escolas que foram alvo de melhoria e aumento do espaço pedonal nas ruas em frente às escolas.
Em vez de investirmos em novas infraestruturas, estaríamos a reutilizar espaços existentes, otimizando recursos. A proposta das "Escolas Vivas" não parte do zero, mas sim de práticas que já existem, como a utilização das escolas para eleições políticas, com as quais a maioria de nós já está familiarizada, ou para atividades desportivas pontuais, como treinos em pavilhões escolares. O objetivo é potenciar e expandir essas apropriações, demonstrando que é possível maximizar o uso das infraestruturas. O impacto positivo não se limita ao ambiente: a criação de espaços de convívio pode reforçar a coesão social, reduzir as tensões urbanas e, a longo prazo, até combater fenómenos como a gentrificação, mantendo as associações locais ativas e integradas nos seus bairros. Com a participação ativa dos cidadãos na definição do que cada escola pode dar ao seu bairro, podemos criar uma cidade mais verde, inclusiva e resiliente. Da gentrificação ao efeito de ilha de calor, Lisboa vê-se numa encruzilhada, mas esta é a oportunidade de dar um passo firme em frente, em direção a um futuro mais sustentável e comum.